domingo, 7 de outubro de 2007

Comunicação- Fala

Hoje vou começar a escrever uma série de posts sobre comunicação, afinal, ela tem tantas áreas. Vou começar com provavelmente a mais conhecida: a fala.

A fala. Provavelmente o modo mais prático de comunicação (perdoem-me os surdos e os mudos), embora nem sempre o mais divertido. Muitos anos (quantos? Sei lá!) de existência. Muitos modos diferentes de usá-la (linguagens).

Ao longo da história, a fala foi associada com a imagem, em geral, da pessoa com quem se fala. Mas parece que em algum ponto da evolução da comunicação em que foi completamente descartada a necessidade da visão de com quem se fala: foi criado o telefone. Parace também que foi descartada a possibilidade de um telefone que viesse com um pequeno álbum de fotos junto, para que você tivesse pelo menos a falsa ilusão (as duas palavras favoritas do comércio) de mais ou menos ver a pessoa com quem se fala. O telefone era o fim da necessidade de ir até a casa da pessoa com quem se quer falar, mas era o começo do fim da fala e a visão dela juntos (que ainda não acabou).

Tempos depois tiveram a idéia, porém não muito brilhante (não por ser idiota, mas por não requirir muito do cérebro da pessoa, afinal, é só juntar um telefone, uma tela e uma câmera em um só, não é tão difícil de pensar nisso), de criar o "videofone". Também não era uma idéia tão boa, porque era grande, não prático, caro, e a imagem não saía muito boa. Acabou qua o videofone não fez o sucesso que se esperava, embora todos que não tinham um, pensavam que perdiam uma oportunidade única de falar com a pessoa que se está vendo. Genial.

Mas na verdade é esse o trabalho dos publicitários. Fazer com que as pessoas pensem que precisam de um produto novo e recém lancado, por mais supérfluo e de má qualidade que ele seja.

Depois da invenção do celular, em alguns anos surgiu o "torpedo", ou a mensagem de texto. O torpedo é exatamente o que diz: uma bomba, nesse caso, lançada contra a comunicação ligada a visão e fala, e o celular é o submarino que lança esses torpedos. Em outras palavras, o torpedo era uma forma barata de dizer o que se quer, escrevendo no celular da maneira menos prática possível: com as teclas que eram pra ser originalmente números, e que, portanto, têm três letras em cada. No torpedo é descartada qualquer forma de fala, exceto pelas gírias, que agora eram escritas, morou?

Claro que não posso deixar de falar do correio eletrõnico, o popular e-mail. O e-mail é como o bate-papo no computador, só que mais lento e menos prático. Portanto, também havia e ainda há o bate-papo no computador, como o MSN por exemplo, que eu também uso. O bate-papo é como o torpedo, só que de graça (se não contar a conta de luz), mas é no computador, e chega muito mais rápido. Além disso, cada letra tem uma tecla, que não é dividida com um número. Incrível.

Mas ainda sobrevive uma pergunta: será que um dia será descrtada completamente a fala normal, como sempre a conhecemos, com sons e imagens ao vivo e a cores, de graça, em uma vida perto de você?

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